{"id":226,"date":"2015-06-08T02:02:16","date_gmt":"2015-06-08T01:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/webyte.pt\/srls\/?page_id=226"},"modified":"2016-10-05T19:56:09","modified_gmt":"2016-10-05T18:56:09","slug":"rancho-historial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/rancho-historial\/","title":{"rendered":"Historial"},"content":{"rendered":"<p>A Beira Alta \u00e9 das poucas Regi\u00f5es Portuguesas com manifesta\u00e7\u00f5es Etnogr\u00e1ficas e Folcl\u00f3ricas bem diferentes e definidas, enquanto no Vale ou Planalto as dan\u00e7as e trajes tocam a ess\u00eancia senhoril, a parte Serrana ou Pastoril mostra-nos toda a crueza da vida dura da Serra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-247 alignleft\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/hist1.jpg\" alt=\"hist1\" width=\"203\" height=\"141\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-248 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/hist2.jpg\" alt=\"hist2\" width=\"203\" height=\"141\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 essa mensagem das gentes habituadas a galgar ladeiras e barrancos que vos tr\u00e1s o Rancho Folcl\u00f3rico Sampaense,<br \/>\nCriado em novembro de 1976, procurou desde logo recorrer a fontes escritas existentes, \u00e0 mem\u00f3ria dos mais idosos, e iniciou a recolha de trajos, utens\u00edlios, cantares e outras tradi\u00e7\u00f5es de \u00e9pocas, no sentido de as manter e preservar. A sua\u00a0primeira actua\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico foi a 14 de Agosto de 1977.<br \/>\nOs seus elementos trajam da seguinte forma:<\/p>\n<p><strong>Mordomos<\/strong><br \/>\nOs mordomos de S\u00e3o Pel\u00e1gio s\u00e3o os encarregados de preparar e dirigir a festa que se <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-242 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/mordomos.png\" alt=\"mordomos\" width=\"154\" height=\"218\" \/>realiza a 26 de Junho, em honra do padroeiro.<br \/>\nDatam estes de 1543, ano em que El-Rei D. Jo\u00e3o III confirmou os estatutos e se alistou e declarou-se seu \u201cProtector e Juiz Perp\u00e9tuo\u201d.<br \/>\nO homem veste um fato de elascotine composto de cal\u00e7a, colete, jaquet\u00e3o e camisa branca. Na m\u00e3o tem uma vara de metal.<br \/>\nA mulher veste fato de algod\u00e3o estampado, na cabe\u00e7a um um len\u00e7o de seda e no bra\u00e7o o xaile e a saquinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Romeiros<\/strong><br \/>\nUm par muito caracter\u00edstico que n\u00e3o faltavam \u00e0s romarias da regi\u00e3o. O homem veste um <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-245 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/romeiros.png\" alt=\"romeiros\" width=\"153\" height=\"216\" \/>fato de<em>surrobeco<\/em> preto composto por: casaco, cal\u00e7a, colete, camisa branca e<br \/>\nbota preta.<br \/>\nComo nota caracter\u00edstica tinha no chap\u00e9u uma estampa da padroeira a quem tinha ido pagar a promessa. Na lapela do casaco uma flor com versinho que comprava na romaria. No bra\u00e7o uma bengala de junco. A mulher leva saia de algod\u00e3o estampado, blusa com aba, no bra\u00e7o xale e a bolsinha do dinheiro. \u00c0 cabe\u00e7a, o cesto da merenda tapado com uma toalha de algod\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pastores<br \/>\n<\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Pastor Criado<\/span>:<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-250 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/pastores.png\" alt=\"pastores\" width=\"222\" height=\"150\" \/><br \/>\nera aquele que guardava o rebanho contratado por outrem. Vestia cal\u00e7a de <em>surrubeco<\/em> castanho, polainas e manta de fitas, servindo esta de capa trazendo consigo a ferrada com que ordenhava as ovelhas e o insepar\u00e1vel calado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Propriet\u00e1rio<\/span>:<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-251 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/pastor.png\" alt=\"pastor\" width=\"114\" height=\"161\" \/><br \/>\nAquele que tinha por sua conta o rebanho. Vestia casaca, cal\u00e7a de<em>surrobeco<\/em>e cinta preta\u00a0trazendo sempre consigo um chap\u00e9u de cana grossa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Doceira<br \/>\n<\/strong>Saia de chita de Alcoba\u00e7a, em pregueada, a um palmo\u00a0do tornozelo.<br \/>\nBlusa tipo chambre em tecido tipo algod\u00e3o enfeitada com espiguilha. <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-252 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/doceira.png\" alt=\"doceira\" width=\"119\" height=\"168\" \/>Nos p\u00e9s usa chinelas. No bra\u00e7o uma saca de quartos onde guardava o dinheiro.<br \/>\nNota caracter\u00edstica deste trajo e a canastra na cabe\u00e7a com a cafeteira de barro para fazer caf\u00e9, a garrafa do escrachado ou anis e uns cartuchos de rebu\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Senhora antiga<\/strong><br \/>\nFato composto por duas pe\u00e7as. Uma casaquinha e saia a um palmo do tornozelo. Este fato \u00e9 em seda e em algod\u00e3o lavrado.<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-254 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/senhoraantiga.png\" alt=\"senhoraantiga\" width=\"108\" height=\"153\" \/><br \/>\nA sombrinha de um tecido de algod\u00e3o bordado \u00e0 m\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Domingueiro<\/strong><br \/>\nSaia preta de merino franzida e enfeitada a um palmo do tornozelo. Blusa tipo chambre cheia de entremeios de bordado ingl\u00eas. Usa tamb\u00e9m o xaile <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-256 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/trajes_domingueiro.png\" alt=\"trajes_domingueiro\" width=\"117\" height=\"166\" \/>preto de l\u00e3 com barra estampada e franja (este xaile era de uma condessa) sapato preto.. No bra\u00e7o a sacola onde levava o dinheiro. Missal e ter\u00e7o na m\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Noivos<br \/>\n<\/strong>Ele veste fato de elascotine composto de cal\u00e7a, colete, casaco, camisa branca, bota preta de cabedal feita nesta povoa\u00e7\u00e3o e chap\u00e9u preto.<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1228 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/trajes_noivos.jpg\" alt=\"trajes_noivos\" width=\"154\" height=\"218\" \/><br \/>\nEla veste fato composto por uma saia de pano liso \u00e0 frente e concentrando-se toda da roda atr\u00e1s e uma blusinha com aba. Este trajo \u00e9 merino preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canastreiro e Canastreira<br \/>\n<\/strong>Fazia as canastras e cestos que eram utilizados nos trabalhos do campo. Quando n\u00e3o tinha servi\u00e7o saia para os concelhos circunvizinhos para as chamadas composturas.<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-258 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/trajes_cesteiro.png\" alt=\"traje de cesteiro\" width=\"154\" height=\"218\" \/><br \/>\nVeste cal\u00e7a e colete de cotim, camisa de riscado, bota grossa, coberta de fitas ao ombro e \u00e0s costas um molho de correias e bordos de castanho.<br \/>\nA cesteira encarregava-se da venda dos cestos e canastras que transportava para as feiras e mercados a dezenas de quil\u00f3metros. Veste saia de algod\u00e3o estampado a um palmo do tornozelo, blusa e avental de algod\u00e3o, nos p\u00e9s leva tamancas, na cabe\u00e7a len\u00e7o com o molho de cestos e no branco a saca do dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fato de trabalho<br \/>\n<\/strong>O povo vivia daquilo que tirava da terra e do pastoreio do gado. O povo era muito crente a Deus. N\u00e3o come\u00e7avam um trabalho sem fazer o sinal da cruz.<br \/>\nAs mulheres trabalhavam a terra ao lado dos homens. Ela veste uma saia de flanela, enseada por causa das orvalhadas, na cabe\u00e7a um chap\u00e9u de palha com len\u00e7o atado nele, no bra\u00e7o um molho de feno e uma ceitoura.<br \/>\nO homem veste cal\u00e7a e colete de cotim, camisa de riscado, caba\u00e7a \u00e0 cintura e de caba\u00e7o ao ombro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Varejador e Apanhadeira de Azeitona:<\/strong><span class=\"style22\"><br \/>\n<\/span><br class=\"style22\" \/><span class=\"style22\">O homem veste cal\u00e7a de cotim com colete, camisa de riscado. Cal\u00e7a bota grossa.<br \/>\nAo ombro a maranha e vara com cestos. Na m\u00e3o o b\u00fazio com o que chamava os trabalhadores substituindo o rel\u00f3gio da Torre.<br \/>\nA mulher veste uma saia de algod\u00e3o, blusa de <em>popeline<\/em>. No bra\u00e7o o cesto de fabrico artesanal com a azeitona.<\/span><\/p>\n<p><strong>Pedreiro<\/strong><\/p>\n<p>Uma figura bastante caracter\u00edstica do nosso concelho. Era, por vezes, obrigado a migrar para procurar trabalho em terras distantes. Vestia cal\u00e7a de ganga azul, colete de cotim, camisa de riscado. Levava consigo a ceira com a ferramenta.<\/p>\n<p>O povo dedicava-se sobretudo ao fabrico artesanal do queijo da Serra e aos trabalhos agr\u00edcolas, pois o solo apesar de montanhoso, \u00e9 muito f\u00e9rtil. Hoje o Concelho de Oliveira do Hospital est\u00e1 bastante desenvolvido onde a Ind\u00fastria de Confec\u00e7\u00f5es \u00e9 o denominador comum, sendo ainda de salientar os objectos de cobre e aglomerado de madeira.<br \/>\nDos mais not\u00e1veis do concelho pela beleza, eleg\u00e2ncia e n\u00edvel t\u00e9cnico dos bailados, sempre acompanhados de uma alegria contagiante, o R.F.S. tem divulgado o folclore regional em todos os cantos do Pa\u00eds e at\u00e9 mesmo no estrangeiro, sendo o melhor cartaz de propaganda de S. Paio de Grama\u00e7os e da regi\u00e3o das Beiras.<br \/>\nMas os seus dirigentes nunca est\u00e3o satisfeitos. O trabalho de pesquisa e recolha de motivos etnogr\u00e1ficos relacionados com o folclore prossegue ininterruptamente, sendo numerosas as pe\u00e7as j\u00e1 reunidas, especialmente no tocante a usos e costumes, trajes e utens\u00edlios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Beira Alta \u00e9 das poucas Regi\u00f5es Portuguesas com manifesta\u00e7\u00f5es Etnogr\u00e1ficas e Folcl\u00f3ricas bem diferentes e definidas, enquanto no Vale ou Planalto as dan\u00e7as e trajes tocam a ess\u00eancia senhoril, a parte Serrana ou Pastoril mostra-nos toda a crueza da vida dura da Serra. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; \u00c9 essa mensagem das gentes habituadas a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1230,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/226\/revisions\/1230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}