{"id":2233,"date":"2020-10-27T15:45:08","date_gmt":"2020-10-27T14:45:08","guid":{"rendered":"http:\/\/srlsampaense.com\/?page_id=2233"},"modified":"2020-12-08T00:36:32","modified_gmt":"2020-12-07T23:36:32","slug":"toponimo-aldeia-das-dez","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/toponimo-aldeia-das-dez\/","title":{"rendered":"Aldeia das Dez"},"content":{"rendered":"<p>Publicado por <strong>Lucinda Maria Brito<\/strong> em 11\/10\/2020, \u00e0s 18:37 horas in: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/lucindamaria.brito\/posts\/3150714005051568\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.facebook.com\/lucindamaria.brito\/posts\/3150714005051568<\/a><\/p>\n<hr>\n<p>ALDEIA DAS DEZ &#8211; TOP\u00d3NIMO<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aldeia_das_dez_bras%C3%A3o.png\" alt=\"Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem \u00e9 aldeia_das_dez_bras\u00e3o.png\" width=\"153\" height=\"160\"><br \/>\nAldeia das Dez \u00e9 uma freguesia portuguesa do concelho de Oliveira do Hospital. Pertence \u00e0s Aldeias do Xisto, porque embora as suas constru\u00e7\u00f5es sejam predominantemente em granito, tem tamb\u00e9m caminhos dessa rocha negra. \u00c9 uma aldeia miradouro e quase se pode dizer que \u201cdo granito se avista o xisto\u201d!<br \/>\nAldeia das Dez tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como Aldeia das Flores, pela tradi\u00e7\u00e3o dos Alde\u00f5es decorarem as suas ruas com lindas e coloridas flores.<br \/>\n\u00c9 tamb\u00e9m rica em patrim\u00f3nio oral, ilustrado pela Lenda de Aldeia das Dez. H\u00e1 quem atribua \u00e0 lenda a raz\u00e3o do top\u00f3nimo, mas eu prefiro estudar as verdadeiras raz\u00f5es, neste caso hist\u00f3ricas. Vamos l\u00e1 ent\u00e3o.<br \/>\nO documento mais antigo que faz refer\u00eancia a Aldeia das Des \u00e9 uma carta de aforamento de 1456 do \u201ccasal de Avelar, onde se cita Afonso Enes e mulher moradores em Aldeia das des. No entanto, no cadastro de 1527, aparece designada apenas por Aldeia, embora mais tarde, na Carta de Isen\u00e7\u00e3o do bispo de Coimbra de 17\/07\/1543 j\u00e1 apare\u00e7a com a designa\u00e7\u00e3o de Aldeia das Dez.<br \/>\nOs etimologistas divergem quanto \u00e0 origem da palavra aldeia. Uns dizem provir do \u00e9timo grego Aldainein, com o significado de aumentar, acrescentar. Outros entendem que vem do \u00e1rabe Aldai\u00e2, exprimindo povoa\u00e7\u00e3o ou lugar pequeno. Outros preferem escrever Al-dai\u2019\u00e2.<br \/>\nDe qualquer modo, j\u00e1 pelos s\u00e9c. XII\/XIII, o voc\u00e1bulo aldeia (alde\u00e3) tinha o significado de granja, o mesmo que no Alentejo se chama monte. O voc\u00e1bulo entra no s\u00e9c. XVI com os dois significados: granja habitada, casal ou pequeno povoado, que veio a consolidar-se.<br \/>\nNos primeiros s\u00e9culos da nossa nacionalidade, o termo aldeia (alde\u00e3, ald\u00eaa, aldeya, alldea, ald\u00e9\u00eda) usava-se para designar o mesmo que granja, terreno cultivado com casa, herdade, casal ou povoa\u00e7\u00e3o pequena. E ter\u00e1 sido essa a origem de Aldeia.<br \/>\nTudo bem. E porqu\u00ea \u201cdas Dez\u201d? A Aldeia estava ligada a Av\u00f4 e os terrenos dever\u00e3o ter sido divididos em dez casais ou granjas, partes ou courelas e da\u00ed lhe adveio a segunda parte do top\u00f3nimo.<br \/>\nClaro que a \u201cLenda de Aldeia das Dez, lhe atribui uma raz\u00e3o mais misteriosa e romanesca, como quase sempre acontece com as lendas. Poderei cont\u00e1-la mais tarde e prometo que assim farei.<br \/>\nAldeia das Dez \u00e9 uma bel\u00edssima terra do meu concelho, aldeia alpendorada sobre as serranias e os rios, um miradouro de onde se avistam paisagens deslumbrantes. Nas suas ruelas pitorescas reina a calmaria e em cada recanto sente-se a peculiaridade das suas gentes.<br \/>\nDe patrim\u00f3nio rico e singular, at\u00e9 pelas outras povoa\u00e7\u00f5es que a integram, <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/aldeia_das_dez_colcurinho.jpg\" alt=\"Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem \u00e9 aldeia_das_dez_colcurinho.jpg\" width=\"168\" height=\"126\">como Vale de Maceira, Avelar, Colcurinho, Goulinho, Ch\u00e3o Sobral\u2026 A saber:<br \/>\nIgreja Matriz (orago: S. Bartolomeu)<br \/>\nSantu\u00e1rio de Nossa Senhora das Preces (Vale de Maceira)<br \/>\nJardim Bot\u00e2nico (Vale de Maceira)<br \/>\nCapela de Nossa Senhora das Necessidades (Monte do Colcurinho)<br \/>\nCapelas da Senhora das Dores, de Santo Amaro, de S. Paulo, de S. Francisco, de Santa Margarida, de S. Louren\u00e7o e de Santa Euf\u00e9mia<br \/>\nCruzeiro<br \/>\nSolar dos Matos Pereira<br \/>\nCasas da Voluta (tamb\u00e9m conhecida por Casa do \u201cS\u201d), da F\u00e1brica e dos Tavares<br \/>\nMiradouro do Penedo da Saudade<br \/>\nCipreste monumental<br \/>\nPercursos Pedestres<br \/>\nRota Imperial<br \/>\nFesta da Castanha<br \/>\nGrandiosos Festejos em Honra de Nossa Senhora das Preces\/Romaria das Beiras &#8211; Vale de Maceira (1\u00ba Domingo de Julho)<br \/>\nFestas em Honra de Nossa Senhora das Necessidades &#8211; Monte do Colcurinho (Domingo do Esp\u00edrito Santo)<br \/>\nLucinda Maria (Consulta e estudo do livro do Dr. Francisco Correia das Neves sobre a Topon\u00edmia do Concelho)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Lucinda Maria Brito em 11\/10\/2020, \u00e0s 18:37 horas in: https:\/\/www.facebook.com\/lucindamaria.brito\/posts\/3150714005051568 ALDEIA DAS DEZ &#8211; TOP\u00d3NIMO Aldeia das Dez \u00e9 uma freguesia portuguesa do concelho de Oliveira do Hospital. Pertence \u00e0s Aldeias do Xisto, porque embora as suas constru\u00e7\u00f5es sejam predominantemente em granito, tem tamb\u00e9m caminhos dessa rocha negra. \u00c9 uma aldeia miradouro e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2233"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2362,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2233\/revisions\/2362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}