{"id":192,"date":"2015-06-08T00:37:00","date_gmt":"2015-06-07T23:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/webyte.pt\/srls\/?page_id=192"},"modified":"2021-01-14T21:20:40","modified_gmt":"2021-01-14T20:20:40","slug":"historia-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/historia-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os \u00e9 uma localidade, que funcionou como freguesia durante s\u00e9culos at\u00e9 2013, ano em que ocorreu a uni\u00e3o de freguesias, no \u00e2mbito da Reorganiza\u00e7\u00e3o administrativa do territ\u00f3rio das freguesias (<a href=\"http:\/\/dre.pt\/pdf1sdip\/2013\/01\/01901\/0000200147.pdf\">Lei n.\u00ba 11-A\/2013 de 28 de janeiro<\/a>), passando a designar-se Uni\u00e3o das Freguesias de Oliveira do Hospital e S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os.<br \/>\nFica situada na parte oriental do concelho de Oliveira do Hospital, sendo constitu\u00edda pelos lugares de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os, Catraia de S\u00e3o Paio e por numerosas quintas.<br \/>\nS\u00e3o Paio de Grama\u00e7os \u00e9 uma povoa\u00e7\u00e3o antiqu\u00edssima tendo sido habitada na Idade da Pedra e posteriormente, por romanos, visigodos e \u00e1rabes, e crist\u00e3os.<br \/>\nA completa cristianiza\u00e7\u00e3o da freguesia e a consequente integra\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional deu-se com a conquista de Seia, em 1056, por Fernando Magno<\/p>\n<p><strong>PR\u00c9-HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povoamento da \u00e1rea que hoje corresponde ao lugar de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os remonta \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria, sendo uma das freguesias do concelho mais ricas a n\u00edvel arqueol\u00f3gico. Os achados da Quinta da Torre, junto ao povoamento, comprovam-no.\u00a0Os mais antigos s\u00e3o tr\u00eas raspadeiras em xisto que datam do per\u00edodo Paleol\u00edtico, e\u00a0vest\u00edgios da \u00e9poca Neol\u00edtica (dois machados de basalto, um objeto semelhante a pisa-pap\u00e9is e quatro achas polidas.<\/p>\n<p><strong>MO\u00c7\u00c1RABES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos testemunhos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, outros objetos foram encontrados na Quinta da Torre, a quatro ou cinco metros de profundidade, como peda\u00e7os de uma lan\u00e7a (ponta de lan\u00e7a) que o arque\u00f3logo D. Fernando de Almeida classificou como sendo de origem mo\u00e7\u00e1rabe.<\/p>\n<p><strong>CIVILIZA\u00c7\u00c3O ROMANA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da civiliza\u00e7\u00e3o romana, foram recolhidos dois fusos de tear, um pisa-pap\u00e9is, uma m\u00f3 grande perfurada ao centro (esta ainda n\u00e3o classificada com rigor), quatro mosaicos de argila com fendas de encaixe, utilizados em pavimenta\u00e7\u00f5es, in\u00fameras t\u00e9gulas, bem como mosaicos. Foram tamb\u00e9m encontrados outros vest\u00edgios como\u00a0uma p\u00e1 de meio metro de base e o segmento com mais de 25 cent\u00edmetros de di\u00e2metro. Foram tamb\u00e9m encontrados vest\u00edgios romanos numa quinta cont\u00edgua, que pertenceu \u00e0 D. Josefina da Fonseca.<\/p>\n<p><strong>PERIODO MEDIEVAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do per\u00edodo alto-medieval, temos o s\u00edtio arqueol\u00f3gico da Quinta de Salgodins, codificado com o C\u00f3digo Nacional de s\u00edtio (CNS) 20.453. Trata-se de um conjunto de tr\u00eas sepulturas antropom\u00f3rficas, sendo que duas delas apresentam uma moldura interna. H\u00e1 vest\u00edgios de terem sido cobertas, em tempos, por uma tampa. Com a conquista de Seia, em 1056, por Fernando Magno, a \u00e1rea correspondente \u00e0 freguesia de S. Paio de Grama\u00e7os foi definitivamente integrada no territ\u00f3rio nacional. J\u00e1 depois da funda\u00e7\u00e3o da Nacionalidade, um tal D. Chav\u00e3o, representante de D. Afonso Henriques em Seia, tinha os direitos do padroado eclesi\u00e1stico na par\u00f3quia ent\u00e3o denominada de Sampaio de Garam\u00e1cios. Era ent\u00e3o um pequeno aglomerado de casais com uma igreja dedicada a S. Pel\u00e1gio. Quanto ao top\u00f3nimo, Garamacios deriva do latim &#8220;Garamaz&#8221;.<\/p>\n<p><strong>NACIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A completa cristianiza\u00e7\u00e3o da freguesia e a consequente integra\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional deu-se com a conquista de Seia, em 1056, por Fernando Magno.<br \/>\nEm meados do s\u00e9culo XII, no tempo de D. Afonso Henriques, D. Chav\u00e3o, rico-homem das terras de Seia, com resid\u00eancia habitual em Gram\u00e1cios ou Garam\u00e1cios. Era figura do maior destaque, representante do rei no vasto territ\u00f3rio de Seia e como tal, \u201ctinha os direitos de padriado eclesi\u00e1stico na vizinha par\u00f3quia de Sampaio de Garam\u00e1cios ou Grama\u00e7os\u201d, como informa o historiador e investigador Professor Doutor Ant\u00f3nio de Vasconcelos.<br \/>\nNesse tempo, a povoa\u00e7\u00e3o era constitu\u00edda apenas por um pequeno agrupamento de casais implantados na encosta suave e luxuriante duma colina, dominada do cinto do monte por uma pequena e devota igreja dedicada ao M\u00e1rtir S. Pel\u00e1gio ou S. Paio.<br \/>\nDe acordo com as Inquiri\u00e7\u00f5es de 1258, ordenadas por D. Afonso III, S. Paio de Grama\u00e7os (e parece que tamb\u00e9m a vila) pertencia a D. Estev\u00e3o Anes, alcaide da Covilh\u00e3. Em termos administrativos, a par\u00f3quia estava integrada na Terra de Seia e estava sujeita \u00e0s suas leis.<br \/>\nA terra de Seia abrangia os atuais concelhos de Seia (exceto Vide, Teixeira e Alv\u00f4co), de Oliveira do Hospital e T\u00e1bua (quase inteiramente), Pa\u00e7os da Serra e Vila Nova de Tazem, de Gouveia, Coja e Vila Cova e de Arganil. Em meados do s\u00e9c. XIV a terra de Seia englobava as seguintes par\u00f3quias, hoje enquadradas no concelho de Oliveira do Hospital: S. Pedro de Lourosa, Santa Maria da Bobadela; S. Crist\u00f3v\u00e3o de Nogueira, Oliveira do Hospital, S. Pedro de Travanca, S. Jo\u00e3o de Lagos, S. Miguel de Meruge e Santa Maria de Lagares.<br \/>\nEm meados do s\u00e9culo XVI (1543) foi constitu\u00edda na igreja Paroquial a \u201cSanta Irmandade do M\u00e1rtir S. Pel\u00e1gio\u201d, na qual D. Jo\u00e3o III se filiou e se declarou \u201cProtetor e Juiz Perp\u00e9tuo\u201d, com estatutos pr\u00f3prios e grandes privil\u00e9gios concedidos pelo Papa J\u00falio III (1550-1553).<\/p>\n<p><strong>INVAS\u00d5ES FRANCESAS, GUERRA CIVIL E LUTAS POL\u00cdTICAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os sofreu os efeitos da terceira Invas\u00e3o Francesa nos in\u00edcios do s\u00e9culo XIX. Durante a retirada\u00a0para Espanha, os ex\u00e9rcitos franceses de Massena, permaneceram nesta localidade e espalharam o terror e a destrui\u00e7\u00e3o entre os seus habitantes.<br \/>\nPraticaram crimes contra uma popula\u00e7\u00e3o ordeira e indefesa. (in A 3.\u00aa Invas\u00e3o Francesa e as Terras de Concelho de Oliveira do Hospital, do Rev.\u00aa padre Laurindo M. Caetano). Conta o Pe Jos\u00e9 Joaquim Garcia Abranches, ent\u00e3o cura de S. Paio do Code\u00e7o, no seu relat\u00f3rio de 25 de Abril de 1811, que na retirada os soldados franceses permaneceram tr\u00eas dias e quatro noites durante os quais cometeram as maiores atrocidades, deixando a popula\u00e7\u00e3o na mis\u00e9ria. O mesmo sacerdote faz uma descri\u00e7\u00e3o minuciosa de todos os desacatos e crimes que passamos a sintetizar: sete mortos entre a popula\u00e7\u00e3o civil, onze feridos, sete casas incendiadas, das quais nada restou al\u00e9m das paredes; roubos de toda a ordem na igreja e fora dela, s\u00f3 tendo escapado as imagens nos seus lugares. Ainda hoje se podem ver vest\u00edgios do inc\u00eandio na Casa da Fam\u00edlia Vasconcelos, casa onde nasceu o Prof. Dr. Ant\u00f3nio Garcia Ribeiro de Vasconcelos.\u00a0Nada ficou isento, nem mesmo a Igreja Paroquial, despojada de quase tudo o que tinha de valor.<br \/>\nA freguesia tamb\u00e9m foi palco das violentas lutas entre Liberais e Absolutistas que se seguiram \u00e0 Guerra Civil de 1832-1834. Em 1840, um miguelista, Ant\u00f3nio da Costa, invadiu a casa de Jos\u00e9 Louren\u00e7o da Costa Fonseca e por pouco a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o terminou da pior forma. A n\u00edvel administrativo, S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os pertenceu ao concelho de Seia at\u00e9 1837, data em que transitou para o de Oliveira do Hospital.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A ORGANIZA\u00c7\u00c3O ECLESI\u00c1STICA E OS TEMPLOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos eclesi\u00e1sticos, o cura era apresentado pelo vig\u00e1rio de Folhadosa, do padroado do cabido de Coimbra.<br \/>\nNo que diz respeito ao patrim\u00f3nio edificado, existe a Igreja Paroquial, o Santu\u00e1rio e Capela de Nossa Senhora dos Milagres e a Capela so Cemit\u00e9rio.<br \/>\nA Igreja Paroquial fica situada no centro da povoa\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma obra de finais do s\u00e9culo XVIII ou in\u00edcios do s\u00e9culo XIX. O templo anterior, era dotado de grande antiguidade e estaria situado fora da povoa\u00e7\u00e3o. Trata-se de um templo com torre sineira adossada \u00e0 fachada principal e com esta a terminar em empena triangular. No interior, os tetos s\u00e3o em apainelados simples. Existem tr\u00eas ret\u00e1bulos. O ret\u00e1bulo-mor apresenta uma tela representando o Mart\u00edrio de S. Pel\u00e1gio. Foi pintado por Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves em Maio de 1856. O mesmo ret\u00e1bulo cont\u00e9m as esculturas de pedra de S. Pel\u00e1gio e da Virgem com o Menino.<br \/>\nNo que toca ao esp\u00f3lio do templo, salientam-se ainda as imagens de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e de Santo Ant\u00f3nio. Na capela\u2013mor, em rodap\u00e9, encontram-se alguns azulejos sevilhanos quinhentistas.<br \/>\nO Santu\u00e1rio e Capela de Nossa Senhora dos Milagres est\u00e3o integrados nos limites da povoa\u00e7\u00e3o. A sua constru\u00e7\u00e3o inspirou-se nos tipos regionais setecentistas, como est\u00e1 bem patente no altar\u2013mor e nos altares colaterais. Ter\u00e1 sido come\u00e7ada em 1850, aumentada em 1867 e decorada em 1879. A sua constru\u00e7\u00e3o partiu da iniciativa do prior Dion\u00edsio Garcia Ribeiro, que alegou ser urgente a constru\u00e7\u00e3o de um outro templo como alternativa \u00e0 Igreja Matriz no caso de esta ser interdita. Recebe ainda hoje a festa anual, muito concorrida, no dia 15 de Agosto.<br \/>\nA Capela do Cemit\u00e9rio foi constru\u00edda em 1909 por iniciativa de Ant\u00f3nio Ribeiro de Vasconcelos, primeiro Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O silhar de azulejos azuis e amarelos que se pode ver no interior veio do Col\u00e9gio de S\u00e3o Bento, de Coimbra. Dentro da capela do Cemit\u00e9rio existe a Capela do Bom Jesus Redentor quwe &#8220;\u00c9 um regalo para os olhos e um mimo para o cora\u00e7\u00e3o!\u00bb., disse dela o poeta Eug\u00e9nio de Castro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TOPONIMIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O top\u00f3nimo Grama\u00e7os deriva de \u201cGarama\u00e7os\u201d, do latim \u201cGaramaz\u201d.<br \/>\nA freguesia era designada por S\u00e3o Paio do Code\u00e7o, ou do Codesso, nome gen\u00e9rico de v\u00e1rios arbustos leguminosos, do fim do s\u00e9c. XVI (1594) e at\u00e9 meados do s\u00e9c. XVII, como mostra os registos paroquiais do Arquivo da Universidade de Coimbra. Ser\u00e1 que os dois nomes eram usados? O arquivo passa depois a chamar a freguesia S. Paio de Grama\u00e7os. Mas oficialmente, s\u00f3 em 28 de Julho de 1919 passou a ter a atual denomina\u00e7\u00e3o, segundo consta, por interven\u00e7\u00e3o do Professor Doutor Ant\u00f3nio de Vasconcelos.<\/p>\n<p><strong>Ordena\u00e7\u00e3o Her\u00e1ldica do Bras\u00e3o de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/webyte.pt\/srls\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/brasaoSaoPaio.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-100 alignright\" src=\"http:\/\/webyte.pt\/srls\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/brasaoSaoPaio.jpg\" alt=\"Bras\u00e3o da Freguesia de S\u00e3o paio de Grama\u00e7os\" width=\"120\" height=\"131\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escudo a vermelho, duas palmas de ouro folhadas, com os p\u00e9s passados em aspa e uma lira de ouro cordoada e real\u00e7ada a negro; Duas c\u00e2ntaras de cobre nos flancos; fonten\u00e1rio ao centro; Coroa Mural de prata de 3 torres. Llstel branco, com a legenda a negro: \u201cS. Paio de Grama\u00e7os\u201d.<br \/>\n<strong>Coroa Mural<\/strong>: Coroa mural de prata de 3 torres. Esta coroa \u00e9 obrigat\u00f3ria para todas as freguesias. (Vilas 4 torres e Cidades 5 torres).<br \/>\n<strong>Escudo<\/strong>: Escudo a vermelho. cor do padroeiro de S. Paio de Grama\u00e7os que \u00e9 S. Pel\u00e1gio.<br \/>\n<strong>Listel<\/strong>: Listel branco, obrigatoriamente, com a legenda a negro do nome da freguesia \u2013 S. Paio de Grama\u00e7os.<br \/>\n<strong>Palma e lira<\/strong>: Duas palmas de ouro folhadas, com os p\u00e9s passados em aspa e uma lira de ouro cordoada e real\u00e7ada a negro. Representam o gosto pelo desporto, pela cultura e pela instru\u00e7\u00e3o, sendo tamb\u00e9m uma homenagem a alguns benem\u00e9ritos e cidad\u00e3os an\u00f3nimos que deram tudo pelo desenvolvimento de desporto, cultura e educa\u00e7\u00e3o na freguesia.<br \/>\n<strong>Cantaras de cobre<\/strong>: Duas cantaras de cobre. Simbolizam um dos artesanatos mais representativos da nossa freguesia no pa\u00eds, sendo tamb\u00e9m uma homenagem a todos os empres\u00e1rios, dos mais variados ramos, que geram riqueza para a regi\u00e3o e pa\u00eds.<br \/>\n<strong>Fonte<\/strong>: Fonten\u00e1rio de Nossa Senhora dos Milagres. \u00c9 um monumento uma homenagem a Nossa Senhora, venerada por todos os Sampaenses e Catraenses. A lista azul real\u00e7a a qualidade das \u00e1guas e \u00e9 tamb\u00e9m a cor de Nossa Senhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>OBSERVA\u00c7\u00d5ES:<br \/>\n<\/strong>1 \u2013 A utiliza\u00e7\u00e3o do vermelho no fundo do escudo, impediu em termos legais, de utilizar outra cor, que n\u00e3o fosse o amarelo ou o branco. Da\u00ed n\u00e3o aparecer o azul e o verde em mais destaque.<br \/>\n2 \u2013 A escolha do fonten\u00e1rio foi efetuada partindo do pressuposto de que mais nenhuma freguesia tem outro igual. Poderia ter escolhido a igreja, mas existem muitas parecidas com a nossa; tamb\u00e9m se poderia ter escolhido uma imagem ou fotografia mas era permitido em termos legais.<br \/>\n3 \u2013 Para al\u00e9m do fonten\u00e1rio s\u00f3 se podism escolher 3 s\u00edmbolos diferentes. Escolheram-se as palmas e a lira para representar o desporto, cultura e educa\u00e7\u00e3o ao melhor n\u00edvel e escolheram-se as cantaras de cobre para se fazer figurar de pleno direito, a Catraia de S\u00e3o Paio no bras\u00e3o da freguesia. Fez-se o poss\u00edvel por fazer figurar outras atividades, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel em virtude de ser poss\u00edvel ter 3 s\u00edmbolos diferentes, sob pena de n\u00e3o ser aprovado em Di\u00e1rio da Rep\u00fablica.<br \/>\n4 \u2013 Ao se efetuar estas escolhas, sempre dif\u00edceis e balizadas na lei, procurou-se dar ao bras\u00e3o uma abrang\u00eancia simb\u00f3lica e de leitura subjetiva, incluindo aquilo que mais caracteriza a freguesia ao n\u00edvel da regi\u00e3o: os aspetos culturais (grupos variados, homens da letras, benem\u00e9ritos); aspetos desportivos; aspetos religiosos e aspetos relacionados com o trabalho (as empresas, o artesanato, a cria\u00e7\u00e3o de riqueza).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os \u00e9 uma localidade, que funcionou como freguesia durante s\u00e9culos at\u00e9 2013, ano em que ocorreu a uni\u00e3o de freguesias, no \u00e2mbito da Reorganiza\u00e7\u00e3o administrativa do territ\u00f3rio das freguesias (Lei n.\u00ba 11-A\/2013 de 28 de janeiro), passando a designar-se Uni\u00e3o das Freguesias de Oliveira do Hospital e S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os. 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