{"id":182,"date":"2015-06-08T00:34:52","date_gmt":"2015-06-07T23:34:52","guid":{"rendered":"http:\/\/webyte.pt\/srls\/?page_id=182"},"modified":"2025-08-28T16:30:45","modified_gmt":"2025-08-28T15:30:45","slug":"patrimonio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/patrimonio\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio local"},"content":{"rendered":"<p><strong>IGREJA PAROQUIAL\/MATRIZ<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Titular \u00e9 S\u00e3o Pel\u00e1gio. Templo do s\u00e9c X, foi mudado de sitio (de fora para dentro da povoa\u00e7\u00e3o), tendo sido reedificado em 1745, conforme consta na frontaria da sua entrada principal.<\/p>\n<div id=\"attachment_183\" style=\"width: 381px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-183\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-183\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Igreja.jpg\" alt=\"Igreja Matriz\" width=\"371\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Igreja.jpg 1024w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Igreja-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><p id=\"caption-attachment-183\" class=\"wp-caption-text\">Igreja Matriz<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem uma frontaria com porta e janela do coro de v\u00e3os rectangulares de friso e cornija, do s\u00e9c. XVII e XVIII.<br \/>\nA torre sineira situa-se \u00e0 direita, adossada \u00e0 fachada principal com esquinas em linha ondulada, remate de balaustrada e cobertura bolbosa e quadrada; obra do final do s\u00e9c. XVIII ou come\u00e7o do seguinte.<br \/>\nTetos em apainelados simples. Existem tr\u00eas ret\u00e1bulos. O ret\u00e1bulo-mor, de duas colunas e camarim, apresenta uma tela representando o Mart\u00edrio de S. Pel\u00e1gio, pintada em Coimbra por Ant\u00f3nio Gon\u00e7alves em Maio de 1856. Existem esculturas de pedra: S\u00e3o Pel\u00e1gio ou Paio, da segunda metade do s\u00e9c. XV; Virgem com o Menino (da Gra\u00e7a) dos s\u00e9c. XVI e XVII. Existe ainda Senhora do Ros\u00e1rio, pedra do s\u00e9c. XVI; S. Ant\u00f3nio de Madeira do s\u00e9c. XVII e XVIII, regular. Na Capela Mor, em rodap\u00e9, encontram-se alguns azulejos sevilhanos quinhentistas, do s\u00e9c. XVI, mas colocados modernamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O SANTU\u00c1RIO e CAPELA N.\u00aa S.\u00aa DOS MILAGRES<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"style54\">Integrada nos limites da povoa\u00e7\u00e3o, a sua constru\u00e7\u00e3o inspirou-se nos tipos regionais<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_184\" style=\"width: 417px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-184\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-184\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/nsmilagres.jpg\" alt=\"Capela de N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres\" width=\"407\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/nsmilagres.jpg 1024w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/nsmilagres-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><p id=\"caption-attachment-184\" class=\"wp-caption-text\">Capela de N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres<\/p><\/div>\n<p><span class=\"style54\">setecentistas, como est\u00e1 bem patente no altar-mor e nos altares colaterais.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>O Prior, Rev.\u00ba Dion\u00edsio Garcia Ribeiro, tomou posse na igreja paroquial em janeiro de 1951, tendo como primeiro acto construir uma capela de Nossa Senhora dos Milagres, alegando ser urgente a constru\u00e7\u00e3o de um outro templo como alternativa \u00e0 Igreja Matriz no caso de esta ser interdita.<br \/>\n<span class=\"style54\">Foi come\u00e7ada em 1851, aumentada em 1867 e decorada em 1879 (m<\/span>ostra a data de 1851 na porta principal e de 1867 na sacrist\u00eda).<br \/>\nNo in\u00edcio dos anos 30 do s\u00e9culo XX, o Sr. Alexandre Rodrigues regressou do Brasil e tendo ido \u00e0 ermida de N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres agradecer a sua prote\u00e7\u00e3o divina, encontrou a ermida com um \u201cabandono completo e criminoso\u201d, \u201cquase em ru\u00ednas (vidros partidos, portas apodrecidas, as belas talhas dos formosos e elegantes altares escavados, o soalho cheio de buracos, a \u00e1gua pluvial entrando pelos algeroses e repassando as paredes; por toda a parte salitre, limos bolor, mofo, teias de aranha e esterco).<br \/>\nAlexandre Rodrigues, decidiu imediatamente acudir \u00e0 casa de Nossa Senhora, repar\u00e1-la e torn\u00e1-la digna do culto de Santa M\u00e3e de Deus. Gastou v\u00e1rias dezenas de contos de r\u00e9is e capela rejuvenesceu, ganhou novo vigor, com o seu campan\u00e1rio como nunca tivera, com os seus sinos de bronze para os repiques festivos.<br \/>\n<span class=\"style54\">Recebe ainda hoje festa anual, muito concorrida, no dia 15 de Agosto. <\/span><span class=\"style54\">O altar-mor e colaterais s\u00e3o obra da regi\u00e3o, imitando em certo modo os do s\u00e9culo anterior. Esculturas correntes na \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><strong>CONSTRU\u00c7\u00c3O E ENTERRAMENTO NO CEMIT\u00c9RIOo<\/strong><\/p>\n<p>Os enterramentos eram, tradicionalmente, feitos no interior das igrejas, nos adros, nos terrenos envolventes e nas cercas dos conventos, ou seja, em\u00a0<em>Campo Santo. <\/em>No s\u00e9culo XIX come\u00e7aram a surgir medidas a condenar esse costume, e o governo de Costa Cabral aprovou uma lei de novembro de 1845, que al\u00e9m de v\u00e1rias disposi\u00e7\u00f5es e car\u00e1cter tribut\u00e1rio, determinava que os enterramentos passassem a ser feitos em cemit\u00e9rios, fora das povoa\u00e7\u00f5es, como medida de protec\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os, o Prior Dion\u00edsio Garcia Ribeiro, que havia tomado posse a 27 de Janeiro de 1851, como p\u00e1roco, conseguiu com muita diplomacia, cautela e bom senso construir o novo cemit\u00e9rio, superando a natural resist\u00eancia e obstina\u00e7\u00e3o dos Sampaenses. Queriam estes paroquianos manter os enterramentos num local inapropriado, aonde noutro tempo, estava erigida a sua antiga Igreja (no terreno localizado em frente \u00e0 antiga escola prim\u00e1ria).<\/p>\n<p><strong>Capela do Cemit\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0Capela do Bom Jesus Redentor foi constru\u00edda em 1909 por iniciativa de Ant\u00f3nio Ribeiro <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-185 alignright\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/capeladocemiterio.jpg\" alt=\"Capela do Cemit\u00e9rio\" width=\"183\" height=\"275\" \/>de Vasconcelos, primeiro Director da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O silhar de azulejos azuis e amarelos que se pode ver no interior, vieram do Col\u00e9gio de S\u00e3o Bento, de Coimbra. Foram para ali levadas diversas obras dos col\u00e9gios conventuais de Coimbra. O\u00a0seu projecto e acomoda\u00e7\u00e3o foi feito segundo a direc\u00e7\u00e3o do professor Ant\u00f3nio Augusto Gon\u00e7alves. No ret\u00e1bulo \u00fanico est\u00e1 um grande crucifixo de madeira, executado por aquele mesmo professor. Nas ombreiras do cruzeiro, em m\u00edsulas, levantam-se grandes esculturas, origin\u00e1rias do Col\u00e9gio de S. Bento mas idas da S\u00e9 Velha, S. Greg\u00f3rio Magno e Santo Amaro, do fim do s\u00e9c. XVII, regulares.<br \/>\nTem um pequeno cadeiral para os of\u00edcios f\u00fanebres, do s\u00e9c. XVIII.<br \/>\nA Capela Mor \u00e9 revestida de azulejos policromos, em tipo de caixilharia recruzetada encerrando flor\u00f5es, o corpo de azulejos azuis e rosas espalmadas.<br \/>\nSob a Capela Mor ficou uma cripta, jazigo mandado construir pelo Dr. Ant\u00f3nio Garcia Ribeiro de Vasconcelos. Revestem as paredes azulejos do referido tipo de caixilhos.<br \/>\nO ret\u00e1bulo de pedra com baixo relevo de Calc\u00e1rio, foi executado por Jo\u00e3o Machado pai; com os bras\u00f5es da fam\u00edlia e do bispo que o sagrou. No mesmo cemit\u00e9rio h\u00e1 um nicho de almas, de pilastras, datado de 1787.<br \/>\n\u00c9 um regalo para os olhos e um mimo para o cora\u00e7\u00e3o!\u00bb., disse dela o poeta Eug\u00e9nio de Castro.<\/p>\n<p><strong>PR\u00c9DIO ou CASA DO BRASILEIRO<\/strong><br \/>\nBonito e elegante edif\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o robusta, edificado com materiais e pessoas que vieram do Brasil de prop\u00f3sito para o efeito.<\/p>\n<div id=\"attachment_2467\" style=\"width: 304px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2467\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2467\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foro-do-pr\u00e9dio-final.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foro-do-pr\u00e9dio-final.jpg 960w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foro-do-pr\u00e9dio-final-300x197.jpg 300w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foro-do-pr\u00e9dio-final-768x504.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><p id=\"caption-attachment-2467\" class=\"wp-caption-text\">(Foto cedida por Alexandre Ruas)<\/p><\/div>\n<p>Tem um n\u00facleo central, ladeado por marquises que permite regular a temperatura, sendo seu ch\u00e3o revestido com bonitos efeitos de madeira ex\u00f3tica. Visualiza-se a garagem com\u00a0 o carro do Comendador Alexandre Rodrigues no exterior, tendo atualmente um bonito jardim em torno do edif\u00edcio, que \u00e0 data da fotografia ainda n\u00e3o estava feito.<\/p>\n<p><strong>ESCOLA PRIM\u00c1RIA (&#8220;casa da escola&#8221;)<\/strong><\/p>\n<p>O <b>Dr. Louren\u00e7o Justiniano da Fonseca e Costa<\/b> havia doado um terreno cont\u00edguo ao parque da ermida de N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres., para nele se construir uma \u201ccasa de escola\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_188\" style=\"width: 312px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-188\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-188\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/escola.jpg\" alt=\"Escola Prim\u00e1ria\" width=\"302\" height=\"180\" \/><p id=\"caption-attachment-188\" class=\"wp-caption-text\">Escola Prim\u00e1ria &#8211; Mandada edificar pelo benem\u00e9rito Comendador Alexandre Rodrigues<\/p><\/div>\n<p>O <b>Sr. Alexandre Rodrigues<\/b> regressado do Brasil anos 30 do s\u00e9culo XX, financiou integralmente a constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da ent\u00e3o designado \u201ccasa escola\u201d, hoje conhecida como escola prim\u00e1ria, tendo utilizado excelentes materiais e o pessoal oper\u00e1rio que ent\u00e3o estava a construir a sua casa. Terminou a casa escola, antes de concluir a sua pr\u00f3pria casa de habita\u00e7\u00e3o, para que o povo pudesse usufruir dos benef\u00edcios da escola, passando S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os a usufruir de um edif\u00edcio com condi\u00e7\u00f5es excelentes, que poucas localidades se podiam gabar de ter.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sua inaugura\u00e7\u00e3o ocorreu \u00e0s 15 horas do dia 6\/10\/1935, com a presen\u00e7a de:<br \/>\n&#8211; Governador Civil de Coimbra (representado pelo Dr. Costa Rodrigues), Presidente da C\u00e2mara Municipal de Oliveira do Hospital, Dr. Ant\u00f3nio Marques Antunes, Prof. Doutor Ant\u00f3nio Garcia Ribeiro de Vasconcelos, Prior de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os, Presidente da Junta de Freguesia, e Prof. Oficial da escola masculina, Adelino Dinis de Abreu, D. Maria do Carmo Cardoso Abrantes, prof. Oficial da escola feminina, Lan\u00e7a da Legi\u00e3o Portuguesa, comandada pelo Sr. Pedro Viriato, Bombeiros Volunt\u00e1rios de Oliveira do Hospital, comandados pelo Sr. Narciso da Fonseca, Sociedade Montepio Alian\u00e7a, Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense, Filarm\u00f3nica da Av\u00f4, representantes de outras associa\u00e7\u00f5es e coletividades com os seus estandartes, muita popula\u00e7\u00e3o da freguesia e freguesias vizinhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_189\" style=\"width: 398px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-189\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-189 \" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/centrodedia.jpg\" alt=\"Centro de dia\" width=\"388\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/centrodedia.jpg 1024w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/centrodedia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><p id=\"caption-attachment-189\" class=\"wp-caption-text\">Junto de Freguesia e Centro de Dia da C\u00e1ritas<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_186\" style=\"width: 389px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-186\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-186\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Fontedecima.jpg\" alt=\"Fonte de cima - 1883\" width=\"379\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Fontedecima.jpg 682w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Fontedecima-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><p id=\"caption-attachment-186\" class=\"wp-caption-text\">Fonte de cima ou de N.\u00aa S:\u00aa dos Milagres &#8211; 1883<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><span style=\"color: #404040;\"><span style=\"font-family: Bitter, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Fonte de N.\u00aa S:\u00aa dos Milagres &#8211; <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #404040;\"><span style=\"font-family: Bitter, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">simbologia<\/span><\/span><\/span><\/strong><span style=\"color: #404040;\"><span style=\"font-family: Bitter, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong> e partes integrantes.<\/strong><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>A nascente e o aqu\u00edfero da fonte (grande cisterna natural), fica situado por baixo da Capela do Santu\u00e1rio de N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres, sendo depois a \u00e1gua orientada para uma cisterna subterr\u00e2nea, que se situa logo atr\u00e1s das sa\u00eddas de \u00e1gua, que permite a decanta\u00e7\u00e3o, bem como garante que a sa\u00edda da \u00e1gua se mantenha relativamente est\u00e1vel. Em tempos dizia-se que a bica mais \u00e0 direita era de melhor \u00e1gua, porque ficava do lado Capela e por isso vinha diretamente da N.\u00aa S.\u00aa dos Milagres. N\u00e3o passa de um mito, porque de facto ligam ambas ao reservat\u00f3rio, e por isso a \u00e1gua em ambas as bicas v\u00eam do mesmo local.<br \/>\nA exist\u00eancia de duas bicas denota a abund\u00e2ncia de \u00e1gua na nascente, que nunca faltou, mesmo no anos de maior calor, em que houve falta de \u00e1gua em v\u00e1rios locais e fontes da regi\u00e3o.<br \/>\nEntre as bicas existe um trabalho no granito representativo de uma concha, que \u00e9 um s\u00edmbolo da fecundidade, que \u00e9 a pr\u00f3pria \u00e1gua, e simboliza tamb\u00e9m a prosperidade e a sorte (o simbolismo da fecundidade, do prazer sexual e do erotimo &#8211; talvez represente tamb\u00e9m os muitos encontros de namorados que se davam na fonte ou na ida \u00e0 fonte).<br \/>\nPara al\u00e9m destes aspetos a fonte de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os tem v\u00e1rias caracter\u00edsticas arquitet\u00f3nicas que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar noutras fontes, e que nos dias de hoje podemos n\u00e3o perceber porque foram constru\u00eddas e qual a raz\u00e3o da sua exist\u00eancia.<br \/>\nAo Centro tem as \u201cbicas\u201d, por onde sai a \u00e1gua, e mais atr\u00e1s existe um ferro muito grosso que est\u00e1 fortemente agarrado a 2 pedras de granito, fortemente implantadas no ch\u00e3o. Este ferro servia para fixar os bois, as mulas, os animais que transportavam a \u00e1gua, ou os animais que iam guiados \u00e0 m\u00e3o e eram ali amarrados para o seu dono ou o homem que os guiava, poder beber \u00e1gua descansado e\/ou descansar um pouco.<br \/>\nA \u00e1gua que cai das bicas para a pia antes de chegar ao cimo da pia sai pelo lado direito e \u00e9 guiada por um sulco feito na rocha (agora esse sulco est\u00e1 tapado, provavelmente por quest\u00f5es higi\u00e9nicas), at\u00e9 uma segunda pia, ligeiramente mais pequena, que era o local onde se levavam os animais a beber \u00e1gua (bois, mulas, burros, etc.).<br \/>\nLogo de seguida a \u00e1gua era guiada para o lado direito atrav\u00e9s de um pequeno sulco, caindo num enorme tanque, que ainda hoje \u00e9 usado para lavar (em especial pe\u00e7as grandes como tapetes), o qual era esvaziado semanalmente para limpeza.<br \/>\nDo lado esquerdo v\u00ea-se uma pedra elevada, para onde se transportavam os c\u00e2ntaros cheios de \u00e1gua. Da pedra que est\u00e1 dentro de \u00e1gua, por baixo da \u201cbica\u201d, ap\u00f3s o c\u00e2ntaro encher, elevava-se para a borda da pia, e de seguida para o cima dessa pedra. Uma vez em cima da pedra, pela altura que tem, permite que a mulher se \u201cagachasse\u201d e o coloque \u00e0 cabe\u00e7a para o transportar.<br \/>\nPortanto desde a sa\u00edda de \u00e1gua dupla, \u00e0 exist\u00eancia da pia para os animais beber, o tanque para lavar, o local de amarrar os animais at\u00e9 \u00e0 pedra elevada para facilitar a coloca\u00e7\u00e3o do c\u00e2ntaro \u00e0 cabe\u00e7a, faz deste conjunto arquitet\u00f3nico um lugar \u00fanico a manter e a preservar.<br \/>\n<span style=\"color: #404040;\"><span style=\"font-family: Bitter, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Jo\u00e3o Sousa Franco &#8211; 02\/07\/2021<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Fonte sem qualquer refer\u00eancia a data, localizada junto \u00e0 &#8220;zona velha&#8221; e perto do local onde foram encontrados vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos da pr\u00e9-hist\u00f3ria e onde se presume ter existido uma fortifica\u00e7\u00e3o (torre) romana.<br \/>\nPelo bras\u00e3o existente, que se estima ser do s\u00e9c. XVI, ter\u00e1 sido nesse s\u00e9culo que foi constru\u00edda ou reabilitada (<span style=\"color: #404040;\"><span style=\"font-family: Bitter, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Jo\u00e3o Sousa Franco &#8211; 27\/09\/2021<\/span><\/span><\/span>)<\/p>\n<div id=\"attachment_187\" style=\"width: 334px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-187\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-187\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fonte-do-fundo.jpg\" alt=\"Fonte do fundo\" width=\"324\" height=\"243\" \/><p id=\"caption-attachment-187\" class=\"wp-caption-text\">Fonte do fundo<\/p><\/div>\n<p>A fonte do fundo \u00e9 uma antiga fonte de chafurdo, encaixada num muro de suporte do quintal da casa do Dr. Jo\u00e3o Soares, na rua do salgueiral a caminho da Quinta do Torre.<br \/>\nEntrada em estilo g\u00f3tico, com cantaria de pedra com tom escuro e corro\u00edda, e com ogiva, encimada por uma pedra de armas (bras\u00e3o), com as armas nacionais portuguesas antigas e por cima a coroa real aberta. Pelo bras\u00e3o estima-se ser do final do s\u00e9c. XIV e in\u00edcio do s\u00e9c. XV, pois a coroa real aberta come\u00e7ou a ser usada por D. Sebasti\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o existindo outra data\u00e7\u00e3o, pelo exposto estima-se que ser\u00e1 do reinado de D. Jo\u00e3o I (1385-1433).<br \/>\nin: Neves, Francisco Correia. Arqueologia Rural &#8211; Concelho de Oliveira do Hospital. , p.- 116-117<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2452\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Salgodins.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Salgodins.jpg 550w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Salgodins-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Sepulturas Antropom\u00f3rficas (CNS 20.453)<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/34901946\/Sepulturas_Escavadas_na_Rocha_no_Concelho_de_Oliveira_do_Hospital\">in: Brito, Jo\u00e3o Silva (sd). Sepulturas Escavadas na Rocha no Concelho de Oliveira do Hospital<\/a><\/h6>\n<p>Localiza-se na Quinta de Salgodins (designa\u00e7\u00e3o germano-visig\u00f3tica), um conjunto de 3 sepulturas, estando a da esquerda sem parte de uma das paredes, tendo essa e a do meio uma almofada definida em ambos os extremos. A do meio tem um rebaixamento a n\u00edvel das costas e um sulco \u00e0 sua volta por fora, para escoamento das \u00e1guas. (dta = 1,84 comp, 0,53 larg, 0,32 alt; centro = 2,04 comp, 0,46 larg e 0,34 alt; esq = 2,00 comp, 0,54 larg e 0,37 alt).<br \/>\nin: Neves, Francisco Correia. Arqueologia Rural &#8211; Concelho de Oliveira do Hospital. , p.- 116-117<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2465\" src=\"http:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DC_Sao_Paio2.jpg\" alt=\"\" width=\"4497\" height=\"5319\" srcset=\"https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DC_Sao_Paio2.jpg 4497w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DC_Sao_Paio2-254x300.jpg 254w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DC_Sao_Paio2-768x908.jpg 768w, https:\/\/srlsampaense.com\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DC_Sao_Paio2-866x1024.jpg 866w\" sizes=\"(max-width: 4497px) 100vw, 4497px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IGREJA PAROQUIAL\/MATRIZ O Titular \u00e9 S\u00e3o Pel\u00e1gio. Templo do s\u00e9c X, foi mudado de sitio (de fora para dentro da povoa\u00e7\u00e3o), tendo sido reedificado em 1745, conforme consta na frontaria da sua entrada principal. Tem uma frontaria com porta e janela do coro de v\u00e3os rectangulares de friso e cornija, do s\u00e9c. XVII e XVIII. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/182"}],"collection":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=182"}],"version-history":[{"count":44,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3535,"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/182\/revisions\/3535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/srlsampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}