Toponimia

TOPONIMIA

O topónimo Gramaços deriva de “Garamaços”, do latim “Garamaz”.
A freguesia era designada por São Paio do Codeço, ou do Codesso, nome genérico de vários arbustos leguminosos, do fim do séc. XVI (1594) e até meados do séc. XVII, como mostra os registos paroquiais do Arquivo da Universidade de Coimbra. Será que os dois nomes eram usados? O arquivo passa depois a chamar a freguesia S. Paio de Gramaços. Mas oficialmente, só em 28 de Julho de 1919 passou a ter a atual denominação, segundo consta, por intervenção do Professor Doutor António de Vasconcelos.

Ordenação Heráldica do Brasão de São Paio de Gramaços

Brasão da Freguesia de São paio de Gramaços

Escudo a vermelho, duas palmas de ouro folhadas, com os pés passados em aspa e uma lira de ouro cordoada e realçada a negro; Duas cântaras de cobre nos flancos; fontenário ao centro; Coroa Mural de prata de 3 torres. Llstel branco, com a legenda a negro: “S. Paio de Gramaços”.
Coroa Mural: Coroa mural de prata de 3 torres. Esta coroa é obrigatória para todas as freguesias. (Vilas 4 torres e Cidades 5 torres).
Escudo: Escudo a vermelho. cor do padroeiro de S. Paio de Gramaços que é S. Pelágio.
Listel: Listel branco, obrigatoriamente, com a legenda a negro do nome da freguesia – S. Paio de Gramaços.
Palma e lira: Duas palmas de ouro folhadas, com os pés passados em aspa e uma lira de ouro cordoada e realçada a negro. Representam o gosto pelo desporto, pela cultura e pela instrução, sendo também uma homenagem a alguns beneméritos e cidadãos anónimos que deram tudo pelo desenvolvimento de desporto, cultura e educação na freguesia.
Cantaras de cobre: Duas cantaras de cobre. Simbolizam um dos artesanatos mais representativos da nossa freguesia no país, sendo também uma homenagem a todos os empresários, dos mais variados ramos, que geram riqueza para a região e país.
Fonte: Fontenário de Nossa Senhora dos Milagres. É um monumento uma homenagem a Nossa Senhora, venerada por todos os Sampaenses e Catraenses. A lista azul realça a qualidade das águas e é também a cor de Nossa Senhora.

 OBSERVAÇÕES:
1 – A utilização do vermelho no fundo do escudo, impediu em termos legais, de utilizar outra cor, que não fosse o amarelo ou o branco. Daí não aparecer o azul e o verde em mais destaque.
2 – A escolha do fontenário foi efetuada partindo do pressuposto de que mais nenhuma freguesia tem outro igual. Poderia ter escolhido a igreja, mas existem muitas parecidas com a nossa; também se poderia ter escolhido uma imagem ou fotografia mas era permitido em termos legais.
3 – Para além do fontenário só se podism escolher 3 símbolos diferentes. Escolheram-se as palmas e a lira para representar o desporto, cultura e educação ao melhor nível e escolheram-se as cantaras de cobre para se fazer figurar de pleno direito, a Catraia de São Paio no brasão da freguesia. Fez-se o possível por fazer figurar outras atividades, mas não foi possível em virtude de ser possível ter 3 símbolos diferentes, sob pena de não ser aprovado em Diário da República.
4 – Ao se efetuar estas escolhas, sempre difíceis e balizadas na lei, procurou-se dar ao brasão uma abrangência simbólica e de leitura subjetiva, incluindo aquilo que mais caracteriza a freguesia ao nível da região: os aspetos culturais (grupos variados, homens da letras, beneméritos); aspetos desportivos; aspetos religiosos e aspetos relacionados com o trabalho (as empresas, o artesanato, a criação de riqueza).