A Organização Eclesiástica e os Templos

 A ORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA E OS TEMPLOS

Em termos eclesiásticos, o cura era apresentado pelo vigário de Folhadosa, do padroado do cabido de Coimbra.
No que diz respeito ao património edificado, existe a Igreja Paroquial, o Santuário e Capela de Nossa Senhora dos Milagres e a Capela so Cemitério.
A Igreja Paroquial fica situada no centro da povoação, é uma obra de finais do século XVIII ou inícios do século XIX. O templo anterior, era dotado de grande antiguidade e estaria situado fora da povoação. Trata-se de um templo com torre sineira adossada à fachada principal e com esta a terminar em empena triangular. No interior, os tetos são em apainelados simples. Existem três retábulos. O retábulo-mor apresenta uma tela representando o Martírio de S. Pelágio. Foi pintado por António Gonçalves em Maio de 1856. O mesmo retábulo contém as esculturas de pedra de S. Pelágio e da Virgem com o Menino.
No que toca ao espólio do templo, salientam-se ainda as imagens de Nossa Senhora do Rosário e de Santo António. Na capela–mor, em rodapé, encontram-se alguns azulejos sevilhanos quinhentistas.
O Santuário e Capela de Nossa Senhora dos Milagres estão integrados nos limites da povoação. A sua construção inspirou-se nos tipos regionais setecentistas, como está bem patente no altar–mor e nos altares colaterais. Terá sido começada em 1850, aumentada em 1867 e decorada em 1879. A sua construção partiu da iniciativa do prior Dionísio Garcia Ribeiro, que alegou ser urgente a construção de um outro templo como alternativa à Igreja Matriz no caso de esta ser interdita. Recebe ainda hoje a festa anual, muito concorrida, no dia 15 de Agosto.
A Capela do Cemitério foi construída em 1909 por iniciativa de António Ribeiro de Vasconcelos, primeiro Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O silhar de azulejos azuis e amarelos que se pode ver no interior veio do Colégio de São Bento, de Coimbra. Dentro da capela do Cemitério existe a Capela do Bom Jesus Redentor quwe “É um regalo para os olhos e um mimo para o coração!»., disse dela o poeta Eugénio de Castro.

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